terça-feira, 9 de junho de 2009

Portugueses contra a Reforma Ortográfica

Petição contra acordo para unificar ortografia do idioma português
15/05 - 14:52 - AFP
Uma petição foi entregue nesta quinta-feira ao Parlamento português para protestar contra a reforma da ortografia que prevê a unificação do português, idioma oficial em oito países, mas que apresenta diferenças importantes segundo as regiões, anunciaram os assinantes do documento.
A petição, com mais de 33.000 assinaturas, foi entregue ao presidente do Parlamento português, Jaime Gama, com "vários relatórios e documentos demonstrando as fragilidades técnicas, científicas e políticas do acordo", declarou à agência Lusa o primeiro assinante do manifesto, o deputado europeu Vasco Graça Moura.
"Não vamos nos deixar prejudicar por jogos de interesses que não beneficiam de nenhuma forma o idioma português", diz o documento defendido, entre outros, pelo escritor António Lobo Antunes e pelo arquiteto Álvaro Siza Vieira.
O "novo acordo ortográfico" foi assinado em 1991 por Brasil, Angola, Cabo Verde, Guiné Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe. Ele deveria entrar em vigor em 1994 mas somente Brasil, Cabo Verde e São Tomé o ratificaram até agora.
O governo de José Sócrates se comprometeu no início de março a tomar providências para que a reforma ortográfica seja aplicada "dentro de um prazo máximo de seis anos".O ministro português da Cultura, José António Pinto Ribeiro, sustentou então que a unificação ortográfica era indispensável para "uma política de afirmação e de internacionalização do idioma português".
Esta decisão tem agora que ser aprovada pelo Parlamento, que vai debater sobre o assunto nesta sexta-feira.
A ortografia do português já foi modificada três vezes, em 1911, 1931 e 1945. O "ph" e o "y" chegaram a desaparecer. O novo acordo deve modificar 1,6% do vocabulário do português de Portugal, contra apenas 0,45% do vocabulário brasileiro. Além disso, o alfabeto deve passar de 23 para 26 letras, com a incorporação do k, do w e do y.

Notícia disponível no Último Segundo.
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Até um ignorante como eu sabe muito bem que essa reforma ortográfica não ajuda em nada, ao contrário, só piora as coisas. Se ela diz que tem como fim principal unificar a escrita, ela tem um efeito contrário.
Na minha modesta opinião, deveriam usar a ortografia vigente em Portugal (como nos casos de António, óptimo, amnistia, húmido, etc.), acrescentariam o trema (que os portugueses não usam), e que voltasse realmente a se escrever com K, W e Y em palavras que estão na origem e no desenvolvimento do português (como kilómetro, Euclydes, Ruy, etc.), além do retorno do H nos hiatos (como em Piauhy, Parahyba, Jahu, Acarahu, sahida, vehiculo, etc.).
Ah sim: e que não se mexesse na regra do hífen!