quinta-feira, 30 de abril de 2009

Os anglicismos e o português

Este texto abaixo está certissimo!
Na televisão, um comercial com a voz de Antonio Fagundes nos ensina a levar uma vida mais ousada. O ator nos apresenta a expressão “Go” — o equivalente ao nosso “Vá” — como um passaporte para acabar com a mesmice de nossos dias. A preocupação com o vocábulo-novidade acaba desviando do principal objetivo: a fixação do nome do anunciante que pagou regiamente por aqueles 30 segundos de exposição. A peça publicitária é um tiro na água: o espectador esquece o nome do produto e se pergunta por que nossa palavrinha de duas letras não é suficiente para “ir” aonde quiser. A pronúncia de “go” gera outra confusão, uma vez que Fagundes não narra uma partida de futebol nem faz o comercial de uma empresa aérea.
É a velha mania — não se sabe se imposta, espontânea ou de caráter adquirido — de usar palavras estrangeiras em vez do rico e vasto idioma trazido por Cabral. Se o amigo leitor está preocupado com sua “performance”, o problema pode ser resolvido no Boston Medical Group. É só ligar para o “call center” e marcar um “check-up”. Se for mulher, basta uma ida ao Shopping Center, aproveitar as ofertas de uma “sale”, que é como chamam uma liquidação. Senão, um “personal trainer” ou mesmo um “personal stylist” podem ajudar no “upgrade”.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Azulejos em São Luís

Um traço da presença portuguesa na América é a arquitetura do casario colonial de São Luís, cidade fundada pelos franceses mas que tão logo passou a ser portuguesa, até 1822.
Muitos lugares da capital maranhense têm como característica principal a presença marcante dos azulejos portugueses, que dão uma beleza à paisagem urbana.
E por falar na presença lusitana no Brasil, por que muitos afirmam, erroneamente, que a região Sul do país foi de imigração européia?
De europeu só conta se for italiano ou alemão? Português não é europeu também?