quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Estrangeirismos permitidos no Paraná

É notícia do jornal Gazeta do Povo (Paraná): TJ suspende efeitos da lei anti-estrangeirismo no Paraná.
Disponível em: http://www.gazetadopovo.com.br/economia/conteudo.phtml?tl=1&id=931152&tit=TJ-suspende-efeitos-da-lei-antiestrangeirismo-no-Parana

sábado, 5 de setembro de 2009

Há muito tempo atrás - parte 3

Eis algumas notícias do jornal O Estado de São Paulo, em 20 de agosto de 1909:

Sexta-Feira, 20 de Agosto de 1909

SANTOS DUMONT - (Londres) O Time lamenta que o notável aeronauta brasileiro Santos Dumont se tenha retirado do concurso de Reims, e accrescenta que seria uma injustiça deixar de reconhecer que a Santos Dumont se deve o progresso da navegação aérea, primeiro pelo dirigível com que, em 1905, contornou a torre Eiffel, depois, em novembro de 1906, elevando-se da terra em uma machina mais pesada do que o ar. (pág. 1, col. 7)

SANTOS - O sr. dr. Arthur Krug iniciou o serviço de visita de motores e bombas electricas na usina terminar de José Menino, para elevação dos exgottos da nova réde. (pág. 2, col. 2)

SANTOS (2) - Passaram por este porto com destino a Paranaguá, a bordo do vapor nacional “Sirio”, 204 immigrantes allemães, que se destinam á lavoura daquelle Estado. (pág. 2, col. 3)
EUCLYDES DA CUNHA - (Rio) Uma diligencia da policia, effectuada na casa de Dilermando de Assis, demonstra que a viúva de Euclydes da Cunha alli pernoitou antes do crime. Encontraram-se também alli roupas de seu uso, algumas sujas. Constata-se também que Euclydes da Cunha fôra ferido mortalmente quando, retirando-se, estava no jardim. (pág. 2, col. 5)

EUCLYDES DA CUNHA (2) - Em sessão do Centro Academico Onze de Agosto, hontem effectuada por proposta do associado sr. Leopoldo Teixeira Leite Filho, foi resolvida a erecção de uma herma ao saudoso literato dr. Euclydes da Cunha, em uma das praças publicas desta capital. Na audiência, hontem realisada no juízo de paz de Santa Ephigenia, o juiz de paz em exercício, sr. Felix Guimarães Junior, mandou consiguar nos protocollos um voto de pesar pelo fallecimento do sr. dr. Euclydes da Cunha. Amanhan, ás 8 horas, na Sé Cathedral, será celebrada uma missa por intenção do dr. Euclydes da Cunha, mandada dizer pelo pessoal da Superintendencia de Obras Publicas de que fez parte o illustre morto. (pág. 4, col. 3)

Texto disponível em:
http://blog.estadao.com.br/blog/umseculo/

domingo, 16 de agosto de 2009

Poesia na periferia

Para quem gosta da arte de declamar poesias, eis uma boa idéia, ainda se tratando de arte para a periferia, como podemos ver nesta reportagem do jornal O Estado de São Paulo:
Mapeados, 32 saraus de SP estarão em guia a ser lançado neste mês
Levantamento privilegiou grupos que se reúnem com periodicidade fixa - maioria fica na região central da capital
Edison Veiga

A cidade de concreto também faz poesia. Sob esse lema, a organização Poiesis - mesma instituição que administra a Casa das Rosas e o Museu da Língua Portuguesa, entre outros locais - organizou e prepara o lançamento, previsto para este mês, de um inédito folheto com os "pontos de poesia" da Grande São Paulo. O levantamento resulta de um trabalho de quatro meses do poeta Rui Mascarenhas. "Surpreendi-me muito com a diversidade temática dos saraus. Cada comunidade tende a transformar em poesia suas diferentes realidades", afirma. "O importante é que todos os grupos estimulam a produção literária."
O folheto, que será distribuído gratuitamente na Casa das Rosas e nos endereços onde ocorrem os saraus - a tiragem inicial é de 5 mil exemplares -, traz uma relação de 32 eventos com periodicidade fixa. E localiza em um mapa. É nítido, por exemplo, que a maior parte está concentrada na região central. Por outro lado, aparecem muitas iniciativas em bairros de periferia, como Cidade Tiradentes, Itaim Paulista e São Miguel Paulista, na zona leste. O mapa ainda inclui grupos das cidades vizinhas de Suzano, Guarulhos, Carapicuíba, Embu, Pedreira, Diadema e Santo André.
Em geral, os saraus são frequentados por aficionados por poesia que moram na região onde ocorrem - ou têm alguma ligação artística com os organizadores. Com o mapa publicado, espera-se que surjam, entretanto, mais figuras como o poeta Renato Palmares, de 44 anos, apelidado de "peregrino da poesia". Não é para menos: desde 2005, é assíduo frequentador de vários saraus diferentes. "Chego a participar de quatro em uma semana."
(...)
Em dezembro, nasceu o ZAP: Zona Autônoma da Palavra, evento que ocorre uma vez por mês na Pompeia. A noite começa com a projeção de filmes, seguida pelo "microfone aberto" - em que poetas podem declamar ou ler textos. Mais tarde, o ponto alto: uma batalha poética, em que os participantes são julgados por uma comissão formada na hora. Qualquer pessoa pode participar. "É só chegar e se inscrever", diz a poetisa Roberta Estrela D'Alva, uma das organizadoras. O campeão da noite leva um kit com livros, CDs e DVDs.
Mas não são só novas - e moderninhas - iniciativas que roubam a cena poética paulistana. Exemplo de tradição é a Casa do Poeta Lampião de Gás de São Paulo, que promove saraus desde 1948. Atualmente, os encontros acontecem quinzenalmente, no auditório da Associação Paulista de Imprensa, na Liberdade. (...)

Matéria completa em:
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090803/not_imp412524,0.php

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Aumento do salário dos professores em SP

Eu sei que cada estado tem a sua realidade, mas bem que o governador do Ceará, Sr. Cid Gomes, poderia fazer algo parecido com o que o Sr. José Serra, governador de São Paulo, pretende fazer com os professores, segundo notícia publicada na Folha de São Paulo de hoje:
03/08/2009 - 00h05
Salário de professor pode chegar a R$ 7 mil em São Paulo
GILBERTO DIMENSTEIN
Colunista da Folha Online
O governador de São Paulo, José Serra, vai lançar na próxima terça-feira projeto para que um professor da rede estadual tenha um salário de até R$ 7.000 e um diretor, R$ 8.000 --os valores são cerca do dobro que essas categorias atingem atualmente, depois de chegar ao máximo da carreira.
Mas, para chegar lá, eles terão de submeter a vários testes, não faltar às aulas e ficar pelo menos três anos na mesma escola. Foi o jeito encontrado de reduzir a rotatividade e o absenteísmo, além de estimular a formação.
(...)
Todo o processo vai demorar 12 anos, dividido em quatros exames a cada três anos. Se aprovado, o candidato terá um aumento de 25% no salário. Mas a nota exigida será maior a cada exame, indo de 6 a 9, tornando mais difícil atingir o salário máximo.
Uma das ideias é fazer com que os professores e diretores sejam ajudados presencialmente ou em cursos a distância a realizar os exames.
Ninguém será obrigado a fazer os exames, mas, aí, terá se submeter aos aumentos regulares, baseados em tempo de serviço e diplomas --um professor com 40 horas/aulas ganha, no final da carreira, cerca de R$ 3.100 mensais.
A educação é apontada como uma das áreas mais vulneráveis da gestão do PSDB em São Paulo --a imensa maioria dos alunos sai do ensino médio sem saber ler e escrever adequadamente. Neste ano, foi lançada a obrigatoriedade para que todo professor que passe no concurso tenha de ficar pelo menos quatro meses estudando até ir para sala de aula.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Unificação com a nova ortografia

Podemos ler na Folha de São Paulo:
No primeiro dia de 2009 entrou em vigor o Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, que no Brasil, padroniza uso do hífen e traz mudanças na acentuação. O Ministério da Educação estima que 0,5% do vocabulário brasileiro será alterado.
Veja tabela com as modificações em versão para impressão
A população terá até o fim de 2012 para se adaptar às novas regras. A nova ortografia será a única considerada correta.
Leia a cobertura sobre a reforma ortográfica
O texto do Acordo, no entanto,
não esclarece a grafia de uma série de palavras. Segundo a ABL (Academia Brasileira de Letras), a definição só sairá com a publicação de um novo Volp ("Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa"). Com a função de registrar a forma oficial de escrever as palavras, o Volp só deve ser publicado em fevereiro, com cerca de 300 mil termos.
Fonte: Folha de São Paulo (na internet).
Se a reforma quis unificar alguma coisa entre a ortografia brasileira e a luso-africana, conseguiu: conseguiu unificar a confusão em relação ao tema!

terça-feira, 9 de junho de 2009

Portugueses contra a Reforma Ortográfica

Petição contra acordo para unificar ortografia do idioma português
15/05 - 14:52 - AFP
Uma petição foi entregue nesta quinta-feira ao Parlamento português para protestar contra a reforma da ortografia que prevê a unificação do português, idioma oficial em oito países, mas que apresenta diferenças importantes segundo as regiões, anunciaram os assinantes do documento.
A petição, com mais de 33.000 assinaturas, foi entregue ao presidente do Parlamento português, Jaime Gama, com "vários relatórios e documentos demonstrando as fragilidades técnicas, científicas e políticas do acordo", declarou à agência Lusa o primeiro assinante do manifesto, o deputado europeu Vasco Graça Moura.
"Não vamos nos deixar prejudicar por jogos de interesses que não beneficiam de nenhuma forma o idioma português", diz o documento defendido, entre outros, pelo escritor António Lobo Antunes e pelo arquiteto Álvaro Siza Vieira.
O "novo acordo ortográfico" foi assinado em 1991 por Brasil, Angola, Cabo Verde, Guiné Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe. Ele deveria entrar em vigor em 1994 mas somente Brasil, Cabo Verde e São Tomé o ratificaram até agora.
O governo de José Sócrates se comprometeu no início de março a tomar providências para que a reforma ortográfica seja aplicada "dentro de um prazo máximo de seis anos".O ministro português da Cultura, José António Pinto Ribeiro, sustentou então que a unificação ortográfica era indispensável para "uma política de afirmação e de internacionalização do idioma português".
Esta decisão tem agora que ser aprovada pelo Parlamento, que vai debater sobre o assunto nesta sexta-feira.
A ortografia do português já foi modificada três vezes, em 1911, 1931 e 1945. O "ph" e o "y" chegaram a desaparecer. O novo acordo deve modificar 1,6% do vocabulário do português de Portugal, contra apenas 0,45% do vocabulário brasileiro. Além disso, o alfabeto deve passar de 23 para 26 letras, com a incorporação do k, do w e do y.

Notícia disponível no Último Segundo.
* * * * * *

Até um ignorante como eu sabe muito bem que essa reforma ortográfica não ajuda em nada, ao contrário, só piora as coisas. Se ela diz que tem como fim principal unificar a escrita, ela tem um efeito contrário.
Na minha modesta opinião, deveriam usar a ortografia vigente em Portugal (como nos casos de António, óptimo, amnistia, húmido, etc.), acrescentariam o trema (que os portugueses não usam), e que voltasse realmente a se escrever com K, W e Y em palavras que estão na origem e no desenvolvimento do português (como kilómetro, Euclydes, Ruy, etc.), além do retorno do H nos hiatos (como em Piauhy, Parahyba, Jahu, Acarahu, sahida, vehiculo, etc.).
Ah sim: e que não se mexesse na regra do hífen!

domingo, 10 de maio de 2009

Há muito tempo atrás... - parte 2

"Emquanto o pupillo do padre Filippe e de madre Paula busca a maneira de realisar os dourados sonhos da sua imaginação juvenil, queira o leitor acompanhar-nos a casa do pae de Beatriz e travar conhecimento com o sombrio progenitor da encantadora menina.
Não tendo nós os mesmos motivos de Paulo para occultar do pae as relações com a filha, justo é que busquemos o conhecimento de ambos e entremos na intimidade dos dois para melhor podermos avaliar o caracter de cada um e apreciar os acontecimentos que vão desenrolar-se aos nossos olhos.
Á hora a que entramos, está o sr. Custodio de Jesus sentado á secretária do seu gabinete, fazendo contas e archivando documentos que parece lhe são muito uteis, pela attenção e minuciosidade com que os examina e pelo cuidado com que em seguida os guarda emmaçados e rodeados de uma larga cinta de papel branco, em que se lê n'uma excellente letra garrafal, a palavra — Hypothecas.
— Estas bem estão — murmura elle coçando distrahidamente com a mão direita a vasta suissa grisalha, talhada em fórma de foucinha e franzindo o labio superior completamente rapado á navalha, talvez para facilitar a passagem do meio grosso destillado e liquifeito em repetidas pitadas nas profundezas insondaveis de um nariz que exteriormente apresenta a configuração e o aspecto de um capacete de alambique — Estas bem estão... O peor são as outras...
Passou a examinar segundo maço, mostrando no rosto evidentes signaes de mau humor.
— Aqui está! — disse elle, batendo com a mão espalmada sobre os papeis — Mais de cincoenta contos em hypothecas que não pagam ha um anno um real de juro! Ladrões! E agora são capazes de ainda vir fazer questão para juizo e arranjar-me a tramoia de modo que eu não fique com as propriedades pelo preço da louvação...
Como correspondendo a estas reflexões, que accusavam no sr. Custodio de Jesus um agiota costumado a perseguir as suas victimas até as espoliar em leilão, nos tribunaes, abriu-se a porta do escriptorio e entrou por ella um homem alto, espadaudo, porém excessivamente magro, usando uma comprida barba que quasi lhe chegava á cintura e que lhe dava á physionomia um aspecto carregado, ameaçador, capaz de apavorar o mais remisso devedor, o mais teimoso dos litigantes.
Este homem entrou como pessoa intima na casa, cerrou a porta sobre si, dirigiu-se a uma cadeira que estava devoluta junto da secretária, e sentou-se sem mesmo se dar ao incommodo de tirar o chapéo que lhe ensombrava o barbudo rosto."
Trecho de “Os Filhos do Padre Anselmo”, do escritor português António José de Albergaria (1850-1921).
Fonte: http://pt.wikisource.org/wiki/Os_Filhos_do_Padre_Anselmo/III

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Os anglicismos e o português

Este texto abaixo está certissimo!
Na televisão, um comercial com a voz de Antonio Fagundes nos ensina a levar uma vida mais ousada. O ator nos apresenta a expressão “Go” — o equivalente ao nosso “Vá” — como um passaporte para acabar com a mesmice de nossos dias. A preocupação com o vocábulo-novidade acaba desviando do principal objetivo: a fixação do nome do anunciante que pagou regiamente por aqueles 30 segundos de exposição. A peça publicitária é um tiro na água: o espectador esquece o nome do produto e se pergunta por que nossa palavrinha de duas letras não é suficiente para “ir” aonde quiser. A pronúncia de “go” gera outra confusão, uma vez que Fagundes não narra uma partida de futebol nem faz o comercial de uma empresa aérea.
É a velha mania — não se sabe se imposta, espontânea ou de caráter adquirido — de usar palavras estrangeiras em vez do rico e vasto idioma trazido por Cabral. Se o amigo leitor está preocupado com sua “performance”, o problema pode ser resolvido no Boston Medical Group. É só ligar para o “call center” e marcar um “check-up”. Se for mulher, basta uma ida ao Shopping Center, aproveitar as ofertas de uma “sale”, que é como chamam uma liquidação. Senão, um “personal trainer” ou mesmo um “personal stylist” podem ajudar no “upgrade”.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Azulejos em São Luís

Um traço da presença portuguesa na América é a arquitetura do casario colonial de São Luís, cidade fundada pelos franceses mas que tão logo passou a ser portuguesa, até 1822.
Muitos lugares da capital maranhense têm como característica principal a presença marcante dos azulejos portugueses, que dão uma beleza à paisagem urbana.
E por falar na presença lusitana no Brasil, por que muitos afirmam, erroneamente, que a região Sul do país foi de imigração européia?
De europeu só conta se for italiano ou alemão? Português não é europeu também?

quarta-feira, 4 de março de 2009

Por que não aportuguesar os nomes dos países e regiões?

Por que devemos escrever Sri Lanka, se podemos usar Ceilão? Ou até mesmo Ceylão, já que o Y voltou.
Por que devemos escrever Bangladesh, se podemos escrever Bengala, ou pelo menos, República Bengalesa (ou Bengali)? Fora o fato de termos de ler e escrever Mumbai no lugar da versão mais antiga e conhecida, que é Bombaim.
Por que em alguns livros lemos Moldova, se a forma mais conhecida é Moldávia?
E por aí vai...

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Há muito tempo atrás... - parte 1

Essa é do fundo do baú:
“Nos escriptores estrangeiros não há que procurar neste assumpto nem a conveniente miudeza e exacção, nem (as mais das vezes) a devida imparcialidade. Omittem factos, e circumstancias substanciaes; alterão datas; errão ou desfigurão nomes; e alguns deixão-se dominar de tão desarrazoado ciume, que parece que ainda hoje lhe fazem sombra os relevantes serviços, que os Portuguezes fizerão ao mundo n’aquelles antigos tempos, e o immenso louvor, que por apaixonado este nosso juízo; porque muito teríamos com que o justificar se tanto fosse necessário.”
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Trecho do livro Os portuguezes em Africa, Asia, America, e Occeania, de 1849.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Fernão Lopes (1380-1460)

Fernão Lopes, grande homem da Língua Portuguesa, nascido em 1380, escrivão real, cronista das coisas do reino de Portugal. Foi guardião-mor da Torre do Tombo, que é, até hoje, o arquivo central do Estado Português.
Viveu num período de grande agitação em Portugal, fora o fato de que perdeu um filho, mestre Martinho (1443), feito prisioneiro na malfadada tentativa dos portugueses em tomar Tânger, na África (1437).
Exerceu, entre alguns ofícios, as funções de tabelião, historiador e escrivão real.
Faleceu em 1460.
Sobre ele diz o Instituto Camões:

“A sua importância reside no cuidado em fundamentar a escrita historiográfica em provas documentais, assim como no talento de que dá provas como escritor, descrevendo com minúcia e vivacidade as movimentações de massas (sobretudo durante as sublevações de apoio ao Mestre de Aviz, em Lisboa) e algumas cenas dos eventos que regista, incluindo diálogos, o que consegue não só com remissões a testemunhos fidedignos mas também com uma capacidade de manejar a linguagem que coloca a imaginação ao serviço da verdade, de que acaba por se não excluir.”

Obras:
Crónica de el-rei D. Pedro
Disponível para download no Projeto Gutenberg
Disponível para download na Biblioteca Nacional de Lisboa
Crónica de el-rei D. Fernando
Disponível para download na Biblioteca Nacional de Lisboa
Crónica de el-rei D. João I, 1.ª e 2.ª partes
Disponível para download na Biblioteca Nacional de Lisboa

Fontes:
Vidas Lusófonas
Wikipédia
Instituto Camões

domingo, 25 de janeiro de 2009

Parabéns, São Paulo!

Hoje é 25 de janeiro, faz 455 anos que aquele colégio dos jesuítas na aldeia de Piratininga, sob a liderança do Pe. José de Anchieta, dava origem à grande metrópole.
São Paulo é a minha terra, e neste dia eu não poderia deixar passar em branco o aniversário dessa grande cidade. O texto a seguir é um trecho da letra de
Sinfonia Paulistana”, de Billy Blanco, que retrata um pouco a loucura que é a vida em São Paulo:

Começou um novo dia, já volta
Quem ia, o tempo é de chegar
De metrô chego primeiro, se tempo é dinheiro
Melhor, vou faturar
Sempre ligeiro na rua, como quem sabe o que quer
Vai o paulista na sua, para o que der e vier
A cidade não desperta, apenas acerta a sua posição
Porque tudo se repete, são sete
E às sete explode em multidão:
Portas de aço levantam, todos parecem correr
Não correm de, correm para
Para São Paulo crescer
Vão bora, vão bora, olha a hora
Vão bora, vão bora, vão bora, vão bora
Olha a hora, vão bora, vão bora, vão bora

Sobre Sinfonia Paulistana, o
Wikipédia diz:

Sinfonia Paulistana (Retrato de uma cidade)
Foi concluída em 1974. Billy Blanco trabalhou nela durante dez anos. É composta por quinze canções, cantadas por
Elza Soares, Pery Ribeiro, Cláudia, Claudette Soares, Nadinho da Ilha, Miltinho, coro do Teatro Municipal de São Paulo. Produção de Aloysio de Oliveira e orquestra regida pelo maestro Chico de Moraes.
As músicas se chamam
Louvação de Anchieta, Bartira, Monções, Tema de São Paulo, Capital do tempo, O dinheiro, Coisas da noite, O céu de São Paulo, Amanhecendo, O tempo e a hora, Viva o camelô, Pro esporte, São Paulo jovem, Rua Augusta e Grande São Paulo.
Destacando-se o
carimbó épico Monções, e a original fusão bossa-pop em O tempo e a hora.

sábado, 10 de janeiro de 2009

O tema do trema

O Prof. Josemar Xavier Dorilêo escreve a respeito do trema após a Reforma Ortográfica de 1971:

“A reforma ortográfica de 1971 retirou da gramática brasileira os tremas utilizados em hiatos átonos. Segundo o professor de português Cláudio Moreno, esse trema era raro e poucos brasileiros conheciam. Era facultativo e servia para diferenciar um tipo de hiato que se confundia com um ditongo. Por exemplo, gaüchismo, deveria ser lido da seguinte forma: ga-ü-chis-mo e não gau-chis-mo. Païsinho, de país, seria lido como pa-ï-si-nho e não pai-si-nho. Quando o Acordo Ortográfico entrar em vigor, o trema será totalmente abolido do português.”
Para ver o texto completo a respeito da nova reforma da ortografia em:

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Feliz Ortografia Nova!

Ano Novo, Ortografia Nova!
Mais uma vez a ortografia é mexida! Vamos ver se essa atual pega de vez, e veremos quando será a próxima!
Feliz Ano Novo e até a próxima reforma!