quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Coisas do português... - parte 1

“Ai se ela me desse um pouco desse sorvete...”



Palavras iguais mas com pronúncias diferentes, são os chamados Homônimos homógrafos.
Para obter maiores detalhes, clique aqui e aqui.

domingo, 12 de outubro de 2008

Uma dúvida egípcia

Se com a nova ortografia os portugueses escreverão como os brasileiros a palavra Egito, e não mais Egipto, como será escrita a palavra egípcio?

"Egício"?

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Problemas com o hífen na nova ortografia

Para especialistas, hífen pode complicar reforma ortográfica
Controvérsias serão resolvidas só com a criação de um vocabulário.
Processo pode demandar meses para ser solucionado.
Simone Harnik do G1, em São Paulo

Favoráveis ou não às mudanças ortográficas, especialistas ouvidos pelo G1 são unânimes ao afirmar que as novas regras do hífen são as mais polêmicas e que exigem maior trabalho da Academia Brasileira de Letras (ABL) na implementação do acordo ortográfico
sancionado nesta segunda-feira (29) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“O problema sério é o uso do hífen, hoje ele é muito complicado. Houve uma tentativa de racionalização do seu uso, mas há muitas exceções”, afirma o professor de lingüística da Universidade de São Paulo (USP) José Luiz Fiorin.
Segundo o professor, o acordo assinado tem lacunas sobre as palavras compostas que levam o sinal gráfico. “O acordo diz que nas palavras formadas por composição haverá o hífen, exceto quando se perdeu a noção da composição. Mas a perda não pode ficar a critério de cada falante”, aponta.
Fiorin exemplifica o problema com as palavras “madressilva” (nome de uma planta) e “pára-quedas”. Para o professor, o acordo não define claramente qual será o destino desses vocábulos. A solução está na criação de um vocabulário pela ABL, que estabelece as normas para os vazios deixados pela reforma.
“Se o vocabulário for baseado só no que muda, não demora muito para fazer: é questão de alguns poucos meses. Mas se for necessário construir todo o vocabulário, o processo vai demorar muito”, afirma.

Mãos à obra
Crítico da reforma ortográfica, o professor Sérgio Nogueira argumenta que agora é hora de enfrentar o problema. “A essa altura, não tem mais jeito. É inevitável, a reforma, então temos de aprender”, afirmou.
Na opinião de Nogueira, o acordo não serve para unificar a língua dos oito países que falam português. “Há diferenças que a reforma não pega, que são os aspectos semânticos e sintáticos.”
“O pior problema vai ser com o hífen, que já é difícil por natureza. As pessoas não têm conhecimento sobre a regra”,diz. “Ainda há casos problemáticos e há palavras que têm duas grafias. Tudo isso precisa ser resolvido”, diz.
Para o professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e autor do livro “Escrevendo pela Nova Ortografia”, José Carlos Santos de Azeredo, o texto aprovado tem um vácuo quando aborda o uso do hífen.
“O acordo não é muito preciso no que diz respeito às formas constituídas de dois substantivos ligados por preposição”, diz. O exemplo é a palavra “pé-de-cabra” (nome de uma ferramenta), que, segundo as novas regras, não deveria ter hífen. No entanto, de acordo com Azeredo, o próprio acordo aponta que, em composições de palavras cujo uso do hífen se consagrou, não haverá alterações.
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