domingo, 27 de julho de 2008

As variantes lingüísticas - Samba do Arnesto

Apesar de todo idioma ter as normas que lhe regem, é inegável que a maior riqueza dele são as diferentes formas dele ser falado, e a língua portuguesa não fugiu à regra, com uma grande variedade de sotaques e pronúncias, ainda que erradas conforme a norma culta.
Um exemplo disso é a composição de Adoniran Barbosa, Samba do Arnesto, a conhecida música do grupo Demônios da Garoa, onde a linguagem é coloquial demais, com erros crassos de português, e isso sem falar no forte acento italiano das palavras, quando é ouvida.
O Arnesto nos convidô prum samba, ele mora no Brás
Nóis fumo e não encontremos ninguém
Nóis vortemo cuma baita duma reiva
Da outra vêiz nóis num vai mais
(Nóis não semos tatu!)
O Arnesto nos convidô prum samba,
ele mora no Brás
Nóis fumo e não encontremos ninguém
Nóis vortemo cuma baita duma reiva
Da outra veiz nóis num vai mais
Outro dia encontremo com o Arnesto
Que pidiu descurpa mais nóis não aceitemos
Isso não se faz, Arnesto,
nóis não se importa
Mais você devia ter ponhado um recado na porta
Ansim: "Ói, turma, num deu prá esperá
A vez que isso num tem importância, num faz má
Depois que nóis vai, depois que nóis vorta
Assinado em cruz porque não sei escrever Arnesto"
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Fontes na internet:

terça-feira, 15 de julho de 2008

Mais uma voz contra o novo acordo da ortografia

Trecho de um texto de Hélio Schwartsman, da Folha de São Paulo, a respeito da reforma ortográfica, publicado em 29 de maio último:

“Encabeça o rol dos desvarios oficiais a estapafúrdia reforma ortográfica que, depois da capitulação do Parlamento português, deverá começar a ser adotada dos dois lados do Atlântico.
Mais uma vez, burocratas pretendem enfiar-nos caprichos lingüísticos alheios goela abaixo. Há aí dois despropósitos e uma sacanagem. Em primeiro lugar, a reforma proposta é ruim: gasta-se muita energia para obter avanços menos do que tímidos em termos de unificação da escrita dos países lusófonos. Em segundo e mais importante, é errado e inútil tentar definir os rumos de uma língua natural --grafia inclusa.
Quanto mais penso, mais fico revoltado. Toda a situação pode ser resumida como um conluio entre acadêmicos espertos e parlamentares obtusos para, à custa do esforço de algo como 300 milhões de usuários da língua portuguesa, que terão de perder tempo "reciclando-se", beneficiar meia dúzia de editores que já têm prontos dicionários, gramáticas, cursos de atualização e material didático de acordo com a "nova ortografia".
Nunca foram meia dúzia de consoantes mudas --como nas formas lusitanas "adopção" e "óptimo"-- que constituíram barreira à intercomunicabilidade entre leitores e escritores dos dois lados do oceano. O mesmo se pode dizer do trema, das quatro ou cinco regras de acentuação que serão alteradas e das sempre exóticas disposições sobre o hífen --os demais pontos que a reforma abarca. Se há empecilhos à boa compreensão entre falantes do Brasil, de Portugal e de países africanos e asiáticos, eles estão na escolha do léxico e no uso de expressões locais, felizmente ao abrigo da sanha legiferante de dicionaristas e parlamentares.
Línguas são como organismos vivos: nascem, crescem e morrem. Fazem-no independentemente de leis e decretos. E, até onde me lembro, jamais deleguei a nenhum parlamentar ou governante poderes para regular o meu quinhão do contrato social lingüístico que vigora entre falantes de um idioma. Se dependesse de mim, o acordo seria denunciado e todos poderíamos seguir escrevendo sem a interferência de burocratas de pouco tino.”


Disponível em:

domingo, 6 de julho de 2008

Por que não o Latim?

Começo este texto com uma pergunta: por que não colocar a Língua Latina no currículo escolar? Ainda que seja uma língua "morta", ela serve de base para o Português, já que ele é derivado dela, e as pessoas poderiam aprender de onde vêm muitas palavras que existem na nossa língua.
Creio que com o ensino do latim nas escolas, as pessoas aumentariam muito a cultura, já que o único ensino de língua estrangeira mais comum é o de Língua Inglesa, que por sinal está muito saturado, resumindo-se ao verbo to be.
E deveriam estudar latim também os donos do idioma, que gostam de inventar regras e reformas que mais atrapalham do que ajudam, pois se o povo mal sabe escrever na regra atual, que dirá depois do novo acordo.

terça-feira, 1 de julho de 2008

Colonia del Sacramento

Colonia del Sacramento, cidade uruguaia fundada pelos portugueses em 1680, é o símbolo da ambição portuguesa de dominar a região do Rio da Prata. Ainda guarda muitos traços desse período, apesar de a dominação lusitana não ter sido longa.
Há que se ressaltar a influência do português no Uruguai, principalmente no norte do país, na fronteira com o Brasil, onde existem até os chamados DPU, Dialectos Portugueses del Uruguay; recentemente o ensino da Língua Portuguesa foi instituído na grade curricular das escolas uruguaias.
Outra coisa que chama bastante a atenção é o crescente interesse pela aprendizagem do português na Argentina, até devido ao Mercosul.

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Fonte da foto: