segunda-feira, 30 de junho de 2008

Uma passadinha em Diu

Diu, que foi de Portugal entre 1535 e 1961, quando foi invadida pela União Indiana, é uma das antigas pérolas portuguesas do Oriente, ainda guardando alguns traços desse tempo; a outrora fortaleza lusitana na Ásia tem histórias de terríveis, porém heróicas, batalhas dos portugueses contra as forças de egípcios, otomanos e indianos, que muitas vezes lhes eram bem superiores, em homens, navios e canhões.
Sofreu ainda o assédio dos árabes e dos holandeses, restando a ela a marca de símbolo na luta entre cristãos e muçulmanos.
Depois da "integração" à Índia, o português deixou de ser ensinado nas escolas, resistindo em antigas construções e na população mais idosa.
Detalhe na inscrição em português na velha parede da foto abaixo:

Se não fosse o "pacifista" Nehru, talvez uma grande parte da população de Diu ainda falasse português fluentemente.
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Fontes (na Internet):
Wikipédia
Alma de Viajante

sábado, 28 de junho de 2008

Pendências da Reforma de 1943

A Reforma Ortográfica de 1943 não ficou muito clara. Nela existem ainda algumas pendências, que foram deixadas de lado pela reforma atual. A de 1971 nem se fala.
Por exemplo: com essa reforma, porque não restaurar a utilização da letra h nos hiatos? Podemos fazer isso em palavras como:

Jaú > Jahu
Acaraú > Acarahu
saída > sahida
Paraíba > Parahyba
(aproveitando a volta do y)
Piauí > Piauhy
Crateús > Cratehus
veículo > vehiculo

Outro lugar onde deveria ser restaurado o h:
é > he
Até porque com o h, não precisaria usar acentos, e a intenção dos eruditos da Língua Portuguesa não era essa?
E tem outra coisa que me intriga: maciço não é aquilo que tem muita massa? Então por que não se deve escrever massiço?
E ainda tem mais um questionamento meu: extensão não é o ato de estender algo? Por que continuarmos escrevendo extensão com x e estender com s? Pela origem latina, deveria ser escrito extender.
A terceira dúvida: É Cingapura ou Singapura? Por que no Brasil se escreve com c e em Portugal com s?
Outra: lá nos primórdios, no tempo dos meus bisavós, açúcar se escrevia assúcar, e Suíça se escrevia Suíssa. Já que pensam que acentos só atrapalham, e querem eliminá-los, como se parecesse que estão a imitar os ingleses, porque não abolir também o ç nas palavras acima citadas?
Outros exemplos:
Iguaçu > Iguassu
Paraguaçu > Paraguassu
Piraçununga > Pirassununga

Esse novo acordo ortográfico deveria se preocupar com algo mais lógico (e até óbvio). Os donos do idioma se preocuparam com muita coisa desnecessária, inventando aberrações, estragando o Português. Parece que eles têm algum interesse obscuro com a mudança da ortografia.