sábado, 7 de abril de 2012

Mais umA dA presidentA

Não pude deixar de ler o artigo abaixo, extraído do blogue Juventude Conservadora da UnB, sobre a lei n.º 12.605, de 03 de abril de 2012, sobre a obrigatoriedade de se flexionarem os adjetivos conforme o gênero:
Escrevendo @ português d@ jeitx certx
Caríssim@s leitor@s do blog,
Ess@ post está sendo escrit@ para comemorar @ incrível iniciativ@ d@ govern@ d@ president@ Dilma de preocupar-se com @ emissão d@s diplom@s de ensin@ superior@ n@ noss@ país. Olhem só que notíci@ maravilhos@!
É imensx x nossx satisfação em ver que x governx Dilma está cuidando dx educação nx nossx Brasil. É por issx que estamos agora lançando umx campanhx no blog: fica melhor colocar x ou @ nx lugar d@s artig@s?
Deixe sux mensagem abaix@!
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Fonte:

domingo, 4 de março de 2012

Vamos parar de frescura?

Vamos parar de frescura?
Tudo por questão de semântica, não de "homofobia":
Ao se referir a parceiros "gays", o correto é dizer "par", e não "casal", pois esta última palavra se refere a seres de gêneros diferentes.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Ainda contra o aborto ortográfico

"O resultado está bem à vista: o status quo ortográfico, no universo da língua portuguesa, vai manter-se com três grafias oficiais e divergentes: a portuguesa propriamente dita, a vigorar plenamente em Angola e Moçambique; a brasileira propriamente dita, institucionalizada e praticada no Brasil desde há décadas; e, last but not least, a imbecil, utilizada e imposta em Portugal por políticos que não sabiam nem sabem o que estão a fazer, que atropelaram a Constituição e a Lei e que só fazem jus ao qualificativo de irresponsáveis sem escrúpulos.
Duas conclusões neste fim de ano tão nefasto. O direito à greve não é um direito absoluto e o Acordo Ortográfico não está em vigor."

(José Pacheco Pereira)

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Fonte: Blogue do FireHead

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

PresidentE ou presidentA?

A nova mandatária do nosso Brasil varonil, seguindo o exemplo da chefona argentina, quer ser chamada de presidentA, e não presidentE.
Embora a forma desejada pela "nóça líder" seja considerada correta, isso poderia gerar um efeito cascata no português do Brasil. Vejamos alguns exemplos:

1) o cliente (masculino) - a clienta (feminino)
2) o contente - a contenta
3) o estudante - a estudanta
4) o jegue - a jega
5) o paciente - a pacienta

Só que tal mudança teria resultados esquisitos, pois se flexionarmos a palavra conforme o gênero, então deveríamos escrever a parturienta no lugar de a parturiente, ou o mais esquisito, naquelas festas de quinze anos, passaremos a dizer a debutanta ao invés de a debutante.
E aquele móvel que geralmente fica na sala? Se antes dizíamos (e escrevíamos) a estante, a partir deste ano então trocaremos por a estanta?
Partindo-se desse princípio, se flexionarmos as palavras conforme o gênero, então algumas palavras também deverão ser modificadas, pelo bem da tal de “Última flor do Lácio”:

1) a dentista (feminino) - o dentisto (masculino)
2) a especialista - o especialisto
2) a mestra - o mestro
3) a motorista - o motoristo

Ainda que seja uma discussão sem muita importância, espero que o português não seja “assassinado” pela presidenta, ao contrário do antecessor.
Para se aprofundar no assunto, acesse: Clic RBS.
Fonte da imagem: blogue Sucessão.

domingo, 9 de maio de 2010

Literaturas de informação e jesuítica

I - LITERATURA INFORMATIVA
O que é?
· É um tipo de literatura composta por documentos a respeito das condições gerais da terra conquistada, as prováveis riquezas, a paisagem física e humana, etc.
· Em princípio, a visão européia é idílica: a América surge como o paraíso perdido e os nativos são apresentados sob tintas favoráveis. Porém, na segunda metade do século XVI, à medida em que os índios iniciam a guerra contra os invasores, a visão rósea transforma-se e os habitantes da terra são pintados como seres bárbaros e primitivos.
Principais manifestações:
A Carta de Pero Vaz de Caminha:
· Descrição minuciosa da nova realidade; -- A simplicidade no narrar os acontecimentos;
· A disposição humanista de tentar entender os nativos; -- O ideal salvacionista.
 Duas viagens ao Brasil, de Hans Staden - Viagem à terra do Brasil, de Jean de Léry:
· Relato de viajantes que viveram entre os índios vários meses.
· Registro da antropofagia e descrição dos costumes indígenas

II - LITERATURA JESUÍTICA
José de Anchieta
Obras refinadas: poemas e monólogos em latim que parecem destinados a satisfazer suas necessidades espirituais mais profundas.
Obras didáticas: hinos, canções e especialmente autos, que visavam infundir o pensamento cristão nos índios.
Os autos: Obras teatrais onde o autor tenta conciliar os valores católicos com os mitos indígenas.
Há um confronto entre o bem e o mal. O bem é defendido por santos e anjos, os quais expressam o cristianismo e subjugam o mal, constituído por deuses e pajés dos nativos, misturados com os demônios da tradição católica.

Fontes:
http://educaterra.terra.com.br/literatura/resumao/resumao_1.htm
http://educaterra.terra.com.br/literatura/resumao/resumao_2.htm

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Beleza multilusa

Mesmo que o português seja um dos idiomas mais falados do mundo, ele não é uma língua falada por muitos países, mas a presença lusitana nos costumes e na cultura de lugares que sequer falam a "inculta e bela", como Cingapura e Ceilão, é sentida até hoje.
Outra forte característica marcante é a presença de pessoas com sobrenome português, ainda que as características ibéricas não sejam tão marcantes.
Essa mescla do homem português com mulheres asiáticas, bastante incentivada pelo conquistador do Oriente, Afonso de Albuquerque, deu origem a belas mulheres como as abaixo relacionadas:

Freida Pinto - atriz (Índia)

Claressa Monteiro - cantora (Cingapura)

Sandra Teles - atriz (Índia)

quarta-feira, 17 de março de 2010

O drama de Luís de Camões

Conta a História que Camões, enquanto servia à Patria Portuguesa no Oriente, enamorou-se de certa chinesa de nome Dinamene. Ela, que viajava com ele num navio, morreu afogada na foz do Rio Mekong, enquanto o escritor nadava com um braço e com o outro segurava os manuscritos originais d'Os Lusíadas.

SÔBOLOS RIOS

Sôbolos rios que vão
por Babilónia, me achei,
Onde sentado chorei
as lembranças de Sião
e quanto nela passei.
Ali, o rio corrente
de meus olhos foi manado,
e, tudo bem comparado,
Babilónia ao mal presente,
Sião ao tempo passado.

Ali, lembranças contentes
n'alma se representaram,
e minhas cousas ausentes
se fizeram tão presentes
como se nunca passaram.
Ali, depois de acordado,
co rosto banhado em água,
deste sonho imaginado,
vi que todo o bem passado
não é gosto, mas é mágoa.

E vi que todos os danos
se causavam das mudanças
e as mudanças dos anos;
onde vi quantos enganos
faz o tempo às esperanças.
Ali vi o maior bem
quão pouco espaço que dura,
o mal quão depressa vem,
e quão triste estado tem
quem se fia da ventura.

Vi aquilo que mais val,
que então se entende milhor
quanto mais perdido for;
vi o bem suceder o mal,
e o mal, muito pior,
E vi com muito trabalho
comprar arrependimento;
vi nenhum contentamento,
e vejo-me a mim, que espalho
tristes palavras ao vento.

.......................
Luís Vaz de Camões
Texto disponível em: http://www.albertomesquita.net/am/moleskine/SobolosRios.html
Acesso em 17 MAR 2010.